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Warhammer 40,000: Boltgun - Análise


Nos últimos anos um gênero que está voltando em peso graças a cena de jogos independentes é o dos jogos de tiro em primeira pessoa da velha guarda, subgênero esse apelidado de "boomer shooter", onde as inspirações são claras de clássicos como DOOM e Wolfenstein. Nesses jogos, emular o game feel do passado é o intuito, buscando pela simplicidade e tendendo a ignorar escolhas de design recorrentes em jogos modernos.

A desenvolvedora Auroch Digital pega esses elementos clássicos do gênero e os coloca no rico universo de Warhammer, universo esse que é conhecido por sua rica lore, mas que aqui, em uma decisão correta, não deixa a história ser nem um pouco o foco, servindo apenas para dar um contexto. Durante o jogo você até tem mais seguimentos da narrativa, mas de forma sempre superficial e rápida, não atrapalhando o gameplay. A representação da franquia brilha na parte artística e, mesmo conhecendo pouco sobre esse universo, seu visual único e distinto transborda em cada mapa e em cada inimigo, mostrando que há um cuidado especial nesse aspecto para criar uma experiência que se encaixe nesse mundo - e tudo isso é muito bem representado em um estilo gráfico muito bonito e distinto que busca emular os já citados clássicos, mas com toques de modernidade.


Terapia sangrenta

Agora vamos ao que interessa, o gameplay. Nesse tipo de jogo é ele que dita a experiência, e, no geral, acertaram bastante no gunplay e movimentação deste título. Você sente o peso do seu personagem e o impacto dos tiros, deixando o looping de matança satisfatório, sem ser cansativo - bom, ao menos nas primeiras horas. Depois de um certo tempo vem o maior problema do jogo: a repetição. Apesar de sua curta duração, ele começa a ficar maçante no decorrer da campanha. Isso é algo que vai de experiência pessoal, no quanto o looping de gameplay clica com você, e aqui não tiveram tanto sucesso comigo. Esse cansaço é algo que não sinto nos jogos clássicos da saga DOOM, por exemplo.


Frustração sangrenta

O jogo demora para apresentar novos inimigos, mas enquanto o game design clássico não te indica o caminho e se baseia em te fazer encontrar chaves para prosseguir nas fases, ele funciona bem em sua maior parte, embora possa ficar frustrante, principalmente quando tentam colocar algum quebra cabeça de travessia como uma sessão com portais que é mais irritante do que interessante e não joga com o maior forte do jogo, que é matar tudo em seu caminho.


Veredito


Warhammer 40,000: Boltgun, no geral, faz um bom trabalho em trazer aquele game feel clássico dos jogos do gênero para esse universo, mas eu não acho que ele vai além para se diversificar o suficiente para te manter engajado até o fim da campanha, principalmente pra quem não é fã desse universo. É um jogo recomendado para dois tipos de pessoas: fãs incondicionais desse gênero de jogo, ou fãs do universo de Warhammer que gostam de jogos de tiro. Agora, se você for obcecado pelos dois, é um jogo obrigatório. Infelizmente, não sendo nenhum desses exemplos, minha experiência foi positiva, mas não estelar.




Análise feita por Gustavo (@Ceythian)

Cópia digital cedida pela Focus Entertainment





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