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Death Howl - Análise

Death Howl é um deckbuilder tático, desenvolvido pelo estúdio indie The Outer Zone e publicado pela 11 bit studios. Originalmente lançado no Steam em 9 dezembro de 2025, o jogo chegou ao PlayStation em 19 de fevereiro de 2026. Nele, assumimos o papel de Ro, uma xamã que, consumida pelo luto de seu filho Olvi, parte em uma jornada ao Mundo Espiritual para trazê-lo de volta.


Gameplay


Em sua gameplay, o jogo combina um combate tático por turnos com deckbuilding, exploração em um mundo aberto e uma narrativa cheia de simbolismo e profundamente emocional sobre perda, luto e resistência. Com mais de 160 cartas, inimigos variados e reinos com atmosferas distintas, Death Howl oferece uma experiência densa e desafiadora que recompensa a paciência e estratégia ao longo de sua duração que varia de 25 a mais de 40 horas.


O sistema de combate de Death Howl acontece no estilo tático clássico, com grids de tamanhos variados, onde Ro e seus inimigos se movem por turnos. Cada ação, jogar uma carta ou se mover, consome energia, criando uma tensão entre ataque, defesa e principalmente posicionamento. O jogo não oferece tutorial, somos lançados diretamente na ação, onde precisamos aprender por tentativa e erro, uma abordagem que combinou perfeitamente com a atmosfera do jogo.

O coração da experiência, que é a construção do seu deck, é diretamente ligada a cada um dos quatros reinos, que possuem seu próprio conjunto de cartas e mecânicas, entre elas: Veneno, força, bloqueio, movimentação e outros arquétipos. Usar cartas de um reino em outro acarreta em penalidade de custo, fazendo o jogador explorar constantemente novas estratégias e ter uma nova progressão, um design brilhante e ao mesmo tempo punitivo.


A progressão funciona através de "Death Howls" coletados de inimigos, usados para desbloquear cartas e habilidades, ambos específicos por região. Para customização, temos também totens que fornecem bônus passivos. A sinergia desses sistemas cria uma profundidade estratégica que mantém os amantes do gênero presos do início ao fim.


Narrativa


A jornada de Ro é uma metáfora sobre processar a perda e confrontar o impossível, contada de uma forma fragmentada, através de interações com espíritos, missões secundárias muito criativas, que afetam o seu deck e segredos espalhados pelo mundo.


O tema do luto se reflete no próprio design da gameplay, onde cada derrota é uma forma de perda e cada vitória uma pequena conquista contra o desespero. Essa integração entre mecânica e narrativa é um dos grandes destaques de Death Howl.

Visual e Trilha Sonora


Death Howl apresenta uma pixel art minimalista, mas expressiva que utiliza paletas de cores diferentes para representar cada região, criando transições oníricas que refletem perfeitamente as mudanças do mundo espiritual. Com um destaque para os designs dos chefes, grotescos e memoráveis em sua maioria, que nos fazem extrair ao máximo as mecânicas de cada reino.


A trilha sonora também opta pelo minimalismo, com tons ambiente e notas que crescem em momentos chave. Nada memorável, mas que funciona bem para a atmosfera do jogo.

Versão PS5

Infelizmente, a navegação pelos menus deixa muito a desejar, principalmente nos consoles. Com um design de abas confuso, sem clareza e intuitividade, demora para se acostumar com a navegação. E as vezes o simples passar pelas cartas usando o analógico é frustrante, ainda no combate, se mover pode muitas vezes não fazer sentido pela forma como o traçado automático do caminho funciona.


O jogo demonstra ter sido claramente projetado para teclado e mouse, embora essa adaptação para controle seja funcional, há muito espaço para melhorias.

Conclusão


Death Howl é uma experiência original e marcante, entretanto, não é um jogo para todos. A curva de dificuldade inicial é íngreme, a progressão deliberadamente lenta e cometer um único erro pode gerar uma grande frustração. Na sua versão de console a navegação e controles ainda precisam de polimento. Mas para quem busca um desafio estratégico profundo aliado a uma história emocional, Death Howl entrega uma jornada sombria e inesquecível.




A cópia foi cedida pela 11 bit studios


A análise foi escrita por @rafael_logout

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