Towa and the Guardians of the Sacred Tree - Análise
- PS Talks Blog

- 1 de out.
- 3 min de leitura

É triste quando o material promocional de um jogo te faz acreditar que pode ser algo especial, mas quando você finalmente joga, nada daquilo vira realidade. Sendo muito fã de jogos como Hades, imaginei que Towa and the Guardians of the Sacred Tree poderia ser um jogo que pegasse os elementos dele e fizesse algo interessante com as suas inspirações em lendas japonesas. Mas o jogo não passa de uma tentativa rasa e sem inspiração de um roguelike.

Towa é um jogo de ação com elementos de RPG podendo ser colocado dentro do sub gênero “roguelite” que seria uma versão mais acessível do subgênero “roguelike”. No jogo controlamos Towa, uma sacerdotisa incumbida de derrotar uma força maligna chamada Magatsu com ajuda de oito guardiões.
A base de qualquer roguelike é conseguir criar um looping de gameplay viciante e prazeroso o suficiente para te manter engajado por dezenas de horas repetindo basicamente a mesma coisa, Towa falha não só nisso, como também em criar um motivo além do gameplay para continuar jogando. A história é totalmente desinteressante, e infelizmente toma mais espaço do que deveria, a primeira hora de jogo é extremamente cansativa pela quantidade de vezes que o jogo te interrompe com tutoriais e diálogos entediantes. Algo que tinha potencial são os personagens, que têm visuais chamativos e cada um conta com habilidades diferentes, mas as interações com eles nunca causam uma forte impressão. São completamente esquecíveis.
No começo da sua sua expedição para enfrentar o inimigo, você escolhe dois personagens, um que vai usar ataques corpo a corpo, e outro de suporte que usa magias. Cada um dos personagens pode assumir essas funções, as magias são genéricas e repetem, já os ataques corpo a corpo variam de personagem a personagem, cada um tem uma arma e um estilo de luta. Isso ajuda muito na variedade do jogo, mas vários deles não são legais de se jogar, o que acaba te fazendo focar em alguns apenas, e com o tempo o jogo começa a ficar cansativo.

Outro elemento péssimo é toda a parte dos menus e o jeito que o jogo de guia. É tudo muito poluído e com muita informação, com sistemas são jogados na sua cara, e o jogo espera que você se interesse em aprender. Isso tudo atrapalha bastante o ritmo. Nesse gênero é preciso dosar bem os sistemas quando são apresentados, o segredo é manter o jogador sempre interessado e querer continuar jogando, muitas vezes com as mecânicas sendo apresentadas de forma mais orgânica, sem quebrar o ritmo, mas Towa se perde com isso logo nas primeiras horas. Virou um jogo onde eu continuava por necessidade e não por vontade.
O visual do jogo é bonito mas graficamente é bem precário, vários dos cenários e personagens sofrendo de serrilhado e texturas de baixa qualidade que atrapalham a arte. Sinto que faltou polimento e tempo para conseguir trazer os designs e cenários à vida de uma forma mais coesa. Os designs de inimigos e personagens é um ponto alto do jogo, A maioria tem charme, e o visual dos chefes do jogo são sempre interessantes, mesmo os que são arquétipos cansados de jogos de fantasia.
Outra parte bem presente do jogo é seu sistema de gerenciamento. Durante as expedições conseguimos materiais e com isso há várias atividades na vila: podemos construir e melhorar estruturas, forjar novas espadas com um mini game bem legal, treinar no dojo, além de interagir com vários dos moradores. E apesar de ter sistemas e ideias interessantes, é algo que não funciona tanto quando você não consegue se importar com os personagens e fazer as expedições não é muito divertido, e com isso não gera vontade de gastar tempo nesse lado do jogo. Apesar de ser importante para ganhar vantagens e ficar mais forte.

No fim, por mais que eu tenha desesperadamente tentado gostar do meu tempo com Towa, ele sempre achava um jeito de me frustrar. É um jogo com alguns bons elementos e com um grande potencial, mas que não consegue realizar quase nada que tenta com competência, e o que sobra é um jogo entediante, com um sistema de combate nada satisfatório, personagens desinteressantes e um visual aquém do que poderia ser.

A análise foi escrita por @Ceythian
A cópia do jogo foi cedida pela Bandai Namco





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